Quando confias na mente de alguém… e ela confia em ti…
Nada é tão privado quanto parece.
Quando a conceituada psiquiatra Lilian Steiner (Jodie Foster) recebe a notícia da morte de uma das suas pacientes, fica profundamente abalada. Convencida de que se tratou de um homicídio, decide investigar por conta própria…
Mas o que está ela realmente a investigar? A si mesma – uma mulher burguesa outrora tão firme, agora abalada pelo seu próprio fracasso? A sua paciente, cuja voz antes ecoava no consultório e agora silenciou para sempre? A sua própria responsabilidade? Ou simplesmente um crime – mas qual e porquê? E a psiquiatra quer desvendar essa dúvida.
O título “Vida Privada” pretende evocar não apenas intimidade, mas também uma vida que foi privada de algo. Vida privada, privada de vida. Uma forma de sugerir que o que nos toca mais profundamente é também o que nos coloca num risco maior. É um filme falante, construído em torno de confrontos através do diálogo – sobre uma mulher que se calou e outra cuja própria profissão era ouvi-la. Estas questões de diálogo, de musicalidade, estão no cerne da realização do filme: no consultório da analista, na sala de concertos – locais onde todos concordam em desempenhar um papel: aquele que fala e aquele que ouve. – Rebecca Zlotowski, realizadora